Clicks, Clocks e BigMacs

- Sábado da semana passada (19/8) assisti ao filme Click. Uma fábula sobre o tempo, família e prioridades. Pelo que eu vira no trailer, premissa interessante: cansado de tantos controles remotos em seu lar (TV, vídeo, ventilador, garagem), Adam Sandler sai atrás de um controle universal. Mas o que ele consegue não apenas controla todos os aparelhos de sua casa, mas também toda a sua vida: adianta fatos, permite rever momentos, aumenta e diminui o volume... Enfim: um objeto que todos gostariam de ter (embora fosse mais limitado do que eu achara a princípio: ele permite rever os momentos antigos, mas não permite que eles sejam "refeitos", à la Efeito Borboleta).

São na verdade dois filmes. Na primeira metade, um típico filme de Adam Sandler: piadinhas simpáticas, algumas até meio bobas, uma certa dose de escatologia (na verdade acho que só uma cena... bem menos que a média dos filmes dele). Um filme agradável, eu diria. Na segunda metade, um filme TRISTE... feito para refletir principalmente sobre as prioridades escolhidas na vida e o tempo que se pode "perder" com elas... Apesar da saída primária no final, eu até que gostei do filme. Além de a Kate Beckinsale, esposa dele no filme, estar tãããão bonita.... Bom passatempo.

- Ontem (26/08) à tarde fiz um programa bizarro - considerando-se a minha pessoa e meus gostos alimentares. É que há um colega de trabalho que todo ano vende "vales-BigMac" para o McDia Feliz - o dia em que a consciência do McDonald's pesa e eles ajudam o GRAACC, uma instituição que cuida das criancinhas com câncer. Comprei dois para ajudá-las. Maaaas... como não quero ser outra criancinha com câncer, avisei por e-mail a alguns amigos que doaria os dois vales para quem se manifestasse. Acabou-se criando um evento para isso: quase dez pessoas foram ao Mac da Paes de Barros para usufruir (??) e ainda comprar outros BigMacs. Impressionante.

- À noite fui ao The Clock, em Perdizes. Já escrevi sobre ele no post de 23/06. Mantenho boa parte do que disse sobre o lugar, mas agora ocorreu um fato que me deixou chateado - para não dizer profundamente irritado. A casa exige que se porte um documento de identidade para poder entrar no lugar. O motivo alegado é a tentativa de evitar problemas com a lei, já que não se pode permitir a entrada de menores de 18 anos - há o medo de que um dia ocorra uma "batida" (!), que se peça o documento para comprovar a idade dos presentes (?!?!) e que algum menor esteja lá dentro.

"Batida" para checar idade dos presentes... Em mais de uma década de baladas jamais vi NADA parecido... aliás jamais nem me pediram documento para entrar em qualquer lugar... mas enfim... O fato é que impediram dois casais muito amigos meus de entrar no recinto, sendo que pelo menos três dessas pessoas têm mais de TRINTA anos (só conheci a quarta pessoa na entrada, quando eles eram expulsos da casa, e por isso nem chutarei a idade dela). Sendo assim, graças à rigidez em relação a uma exigência sem nenhum sentido conseguiram estragar e/ou prejudicar a noite de pelo menos cinco clientes. É louvável querer estar "na lei", mas é uma forma meio non sense pelas circunstâncias. Graças a uma idiotice dessas pensarei 500 vezes antes de voltar lá quando for convidado (os barrados certamente não voltarão). Pra a casa talvez não faça nenhuma diferença, mas enfim... Paciência.

- É isso.

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