O meu primeiro post de 2006 deveria trazer um "Balanço de 2005". Essa era minha intenção. Mas isso ficará para a semana que vem... preciso colher e lembrar de mais informações. Por isso postarei uma coisa deveras importante (ha!) que escrevi há mais de um mês, e deixei guardada justamente para momentos como este.
Uma coisa que me irrita profundamente é a "sexualização" de determinadas coisas. Não sei se esse é o termo mais apropriado, mas explico-me através de três exemplos claros:
1) Futebol: não há argumento mais tosco entre aqueles que não gostam de futebol (ou mesmo entre os que gostam, em determinadas situações) do que dizer "Você gosta de ver 11 homens atrás de uma bola?", ou "Todo esse esforço pra ficar vendo um monte de homens?" (que ouço quando vou a jogos do SP que exigem muito tempo e paciência). Tipo... e?? O que uma coisa tem a ver com a outra? Futebol é esporte, entretenimento, competição... quem tem necessidade de ver "algo mais" nesses casos, tem algum problema!
2) Amizade entre homens e mulheres: tenho várias amigas mulheres e, em relação àquelas de quem me aproximo mais - por afinidade ou simplesmente porque são agradáveis de se conversar -, sempre surgem comentários "maldosos" externos. Duro mesmo é quando elas acreditam nisso - e, muito pior ainda, quando não acreditam em mim! Isso é duplamente "irritável". Mas enfim...
3) Shows de rock: ouço isso principalmente de quem NÃO costuma ir a shows e imagina que todos são repletos de cabeludos barbados - e ninguém mais -, o que tornaria esses eventos um grande mico ou uma "perda de tempo". Em primeiro lugar, em grande parte desses shows já há a presença de uma quantidade bem razoável de mulheres. Em segundo, dependendo de quem seja a atração do show, a quantidade feminina torna-se mesmo totalmente irrelevante! A música justifica, sim, a "perda de tempo" e o esforço dispendido para ir principalmente a determinados festivais. Cada coisa em seu momento.
É isso.