- Fui ontem ao Pacaembu para ver os shows de Mudhoney e Pearl Jam. Saí mais cedo do trabalho, estacionei na Augusta e caminhei tranqüilamente rumo ao estádio. Entrei às 17h30 e fiquei num lugar bem próximo ao palco (praticamente onde Márcio Rezende de Freitas fez o gol do título do Brasileirão-2005!). Acho que nunca inalei tanta fumaça de maconha na minha vida, graças a DOIS grupos de adolescentes (um de cada lado). Fora o cigarro "normal"... Ah, essa juventude.
O show do Mudhoney parece ter começado pontualmente às 18h30 (eu estava sem relógio e sem meu celular, que esqueci no trabalho). Confesso que fiquei FRUSTRADÍSSIMO com a quantidade exígua de canções... foi ainda mais curto do que disseram que foi em Porto Alegre, por exemplo, já que ontem tinha o tal limite de horário (a Prefeitura mandaria cortar tudo antes das 22h). Foram umas 8 ou 9 músicas. "Suck You Dry", "Touch Me, I´m Sick", "In´n´Out Of Grace", "You Got It"... mas nada de "Good Enough", nada de "Into Your Shtik" e tantas outras... nem "Hate The Police". A banda me pareceu até um pouco tímida, talvez assumindo de vez uma postura de coadjuvante. Não valeu o altíssimo preço do ingresso, muito menos a estratosférica "taxa de conveniência" (sic), nem a chuva tomada na cabeça. Paciência.
Quanto ao Pearl Jam, deu pra notar claramente o fanatismo de boa parte do público de ontem. Continuei próximo ao palco durante uma meia dúzia de músicas... No entanto, enquanto tomava tantas porradas e empurrões, lembrei que precisaria estar "inteiro" para uma festa na seqüência e para uma viagem no dia seguinte. Caminhei com dificuldades para trás em direção à pista, ao lado do banco de reservas, onde era possível ver o show com tranqüilidade. Foi uma ótima apresentação e o público cantou praticamente tudo junto com muita empolgação. O Eddie Vedder interage bastante com o público, na maioria das vezes (e de forma muito engraçada) em português... Só fico meio constrangido nesses shows onde todos sabem tudo e eu não sei quase nada, mas tudo bem.
Momento meio-gay: confesso que fiquei bastante emocionado com a música que ele tocou após dizer (em português): "Esta música é sobre um bom amigo que morreu há um ano. O nome dele é Johnny Ramone. Eu sinto muitas saudades dele". E depois ainda emendou "I Believe In Miracles", dos Ramones!!
- Semana re-retrasada fui ao Rey Castro (sexta-feira), na Vila Olímpia. Em tese, local cujo forte é a salsa. Na prática, rolou uma banda bem mais "eclética" do que isso. Nos intervalos, um DJ tocava uma espécie de, sei lá, "tecno-salsa"... Enfim: não é um lugar exatamente para "dançar salsa". A pista estava extremamente lotada em determinados momentos. Mas o local é agradável e o público feminino é bem maior que o masculino. Interessante.
- No sábado daquela mesma semana fui ao Hangar 110 para mais um show da sensacional banda Replicantes. Cheguei por volta das 21h30, pois não estava a fim de assistir às bandas de abertura. Errei de leve o cálculo e saí ganhando: acabei vendo a banda Biônica - que eu havia visto no Curitiba Rock Festival mas, agora, num ambiente pequeno e com outro clima, achei o show MUITO melhor. Achei bem interessante mesmo. E o show dos Replicantes foi ótimo, como sempre. O único problema é que eles têm cantado MUITAS músicas novas. É justo, mas como fã eu gosto bem mais das antigas. Acabo saindo com aquela mesma sensação de que faltou muita coisa....
- Naqueeeele domingo assisti a Marcas da Violência. Melhor do que eu esperava - já que eu não esperava muito. O filme não é 100% matança, mas há umas três séries BEEEEM violentas. Daquelas que as pessoas mais sensíveis à sanguinolência (?) têm que dar uma fechada de olho de leve... Mas no final até essas cenas tornam-se um pouco... cômicas. É isso.
ELENCO: Eddie Vedder, Mark Arm, José Serra, Wander Wildner, Paula, Ana Paula, Ruth, Adriana, Johnny Ramone.
Como diminuí o espaço de tempo entre os posts, aviso: quem não leu sobre Tony Ramos vá lá embaixo e leia!
No sábado fui ao Claro Que É Rock, festival cujo principal chamariz eram grandes bandas de rock alternativo. Eu tinha me programado para ir após os jogos da série B, antes das 18h... mas o inacreditável Náutico 0x1 Grêmio (onde o Náutico perdeu DOIS pênaltis e o Grêmio marcou o gol no final mesmo após ter QUATRO jogadores expulsos) me segurou até quase 19h.
Fui até a longínqua Chácara do Jóquei, na Francisco Morato e estacionei em um imenso e enlameado estacionamento por volta das 20h15. Peguei o comprovante e ouvi com dificuldades o cara me dizer:
- Pega aqui pela direita e lá em cima o mano *alguma coisa que não ouvi* te indica onde parar...
- O mano quem????
- O MANOBRISTA !!!
ops... Saí do estacionamento ouvindo o finalzinho do show do Good Charlotte (os shows rolavam desde as 15h). Enquanto escutava da fila o início do show da Nação Zumbi, notei um moooonte de gente SAINDO do local. Sim, indo embora... Só depois percebi que eram centenas de adolescentes, em turma ou acompanhados pelos pais, indo embora após o show da banda gringa supracitada. Bizarro.
Peguei um pedaço da Nação Zumbi. Não gostei tanto quanto esperava... Somente as poucas músicas antigas, da época do Chico Science, estavam excelentes. Destaque para "Da Lama Ao Caos".
Em seguida, mudança de palco. Sim, o show foi num gramado e havia DOIS palcos montados, um de cada lado. Ou seja: enquanto uma banda se apresentava em um, a outra já aprontava suas coisas no outro, tornando mínimo o intervalo entre as bandas (o suficiente apenas para dar tempo de fazer esse pequeno deslocamento). Achei isso EXCELENTE... Assim como gostei dos diversos telões redondos espalhados por toda a área do público.
Mudei de palco com a turma de meu amigo Ricardo (que me achou no meio daquele povo todo) para assistir ao Fantômas. Banda de Mike Patton (ex-Faith No More)... Achei bizarro, como todos devem ter achado. Um pouco alternativo demais para meu gosto. Às vezes chato, às vezes estranho... Músicas sem estrutura, harmonia, melodia e sem sentido também. Pelo menos para mim.
Após o show, encontrei Murilo, Letícia e Marco nas tendas armadas com um protótipo de praça de alimentação: havia uma do Piola e outra de um restaurante cujo nome agora esqueci. "Jantei" um yakissoba que meu irmão achou salgado mas eu, morrendo de fome, adorei... E jantei enquanto assistia ao Flaming Lips. Achei o show meio chatinho... Talvez influenciado pelo monte de pessoas vestidas de bichinho de pelúcia que pulavam na lateral do palco, achei tudo meio bobinho, meio "fofolete". Bizarro foi o karaokê de "Bohemian Rhapsody" que comeu boa parte da apresentação. Mas foi interessante a bolha na qual o vocalista "passeia" por cima do público.
Me perdi de Mu e Lets ao tentar achar uma boa posição para a hora que mais me interessava: Iggy Pop & Stooges, a lenda. E tio Iggy não decepcionou: parecendo uma lombriga em palco, mesmo aos 58 anos pulou por todo canto, deixou sua calça justa mostrar meia-buzanfa de fora, cantou "No Fun" com vários espectadores sobre o palco, pulou na platéia, mandou duas vezes "I Wanna Be Your Dog". Por falar em "No Fun", SENSACIONAL a versão apresentada (muito mais parecida com a versão dos Sex Pistols; curiosamente gosto muito mais dela do que da original).
Depois, Sonic Youth. Embora mais parado, gostei bastante desse show. Tinha algum medo do excesso de experimentalismos (que só se manifestou em algumas irritantes distorções de meia hora), mas acabei saindo feliz.
Ouvi 3 ou 4 músicas do Nine Inch Nails. Conheço pouco da banda, não estava achando ruim mas também não me animei. Acabei indo embora para pegar menos movimento no estacionamento. Foi isso.
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