EU E A GOL, A GOL E EU - Sexta-feira minha programação inicial foi um show de erros. Pretendia sair do trabalho, tomar banho em casa e correr para o aeroporto. Mas saí tarde, e ainda me disseram que o trânsito estava terrível... Fui direto para Guarulhos e, graças aos atalhos incríveis que conheço
cheguei em Cumbica em cerca de 40 minutos. Parei o carro naquele estacionamento que já fiz propaganda aqui quando fui a Curitiba. Comi alguma coisa no aeroporto e enfrentei o já tradicional "problema pessoal" que a Gol tem comigo; desta vez foi cerca de uma hora de atraso. Ainda fiz escala em Curitiba - onde meu vizinho de poltrona começou a puxar conversa. Contou um negócio curioso: a moça da Gol, caxias que só ela, encanou com a malinha do laptop dele. Disse que era muito pesada para uma bagagem de mão e mandou despachá-la! Ele foi então a uma loja de revistas, comprou uma coisa qualquer, colocou o laptop na sacolinha e despachou a maleta vazia. Que beleza. Ele também reclamou que Porto Alegre é uma cidade muuuuuito mais cara que Curitiba - o que os próprios gaúchos me confirmariam depois. Sinistra também foi a presença essencialmente masculina no vôo entre Curitiba e PoA: numa olhada rápida, contabilizei 20 homens contra UMA mulher (?!?!).
SUBMARINO AMARELO - Cheguei em PoA e fui recebido por Leandro e Leonardo (Fonseca e Antuch, respectivamente). Emoção em reencontrá-los. Tentamos ir a um lugar cujo carro-chefe é o pastel, mas já estava fechando (meia-noite...). Fomos à Cidade Baixa, no Centro Comercial Nova Olaria (que eles chamavam "carinhosamente" de "Boiolaria"), local com diversos bares. Quase tudo fechado... A cidade estava vazia por causa do feriado. Um dos únicos abertos era o Yellow Submarine, onde um cara cantava músicas dos Beatles. Comi um fantástico Filé à Liverpool (carne extremamente macia com molho madeira). Aliás, é engraçada é a fixação do porto-alegrense em abrir lugares com referência aos Beatles em seu nome: além do do Submarino, há o Abbey Road, o Sgt.Pepper´s, o Revolver e outro que eu não lembro agora.
ATELIER DE MASSAS - Deixamos o Leandro e fomos para Canoas, na casa do Antuch, onde fiquei hospedado. Sábado de manhã pegamos a Vanessa, que mora do oooutro lado da cidade. Chegamos quase uma hora atrasados para encontrar Leandro e Fernanda (a quem eu via pela primeira vez) num simpático local do centro chamado Atelier de Massas. Os pratos são enormes e parecem muito bons, mas pedi um com um molho um pouco forte (incluía molho inglês e pimenta, entre outras coisas). Melhor momento: 5 minutos após o Leandro comentar o risco que corria por ter ido de camiseta branca a um local de massas, foi comprovado um dos mais famosos preceitos da Lei de Murphy: um ravioli caiu de meu garfo, bateu na "sopa" de molho que estava no meu prato e, em vez de pular na minha roupa, atravessou a mesa e acertou em cheio a camiseta branca do Leandro... Impressionante
.
CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA - Fomos em seguida tomar café no Café dos Cataventos, na Casa de Cultura Mário Quintana, antigo Hotel Majestic. Lá encontramos a July e depois o Eduardo, namorado dela. Sempre vou à Casa de Cultura quando visito PoA, mas foi a primeira vez que eu ENTREI... Até tirei foto com o próprio Mário Quintana!
GRE-NAL - Durante todo o feriado (principalmente no sábado, quando no Estádio Olímpico jogaram Grêmio 2x2 Portuguesa) fiquei impressionado com a absurda quantidade de pessoas com camisa do Grêmio andando pelas ruas. Muito mais do que o Internacional, vice-líder da série A. Curiosa e intensa mobilização.
CHOPERIA DA BOIOLARIA - Eu e Antuch passamos pela casa de July e Edu e jantamos em um local em frente. Excelente bife à cavalo (o tradicional bife com ovo em cima). Qualquer hora eu discorro sobre as diferenças entre o xis e o bauru em SP e no RS. Depois quase fomos a um local onde um sujeito tocava música cubana ao violão... mas felizmente o pessoal mudou de idéia e fomos a uma choperia na Boiolaria. Ficamos em uma mesa com uma torneira de chope no meio, onde fui obrigado a tomar três meio-goles de chope
. Mais do que em toda uma vida, creio. Todos consumiram, no final, 5 litros dessa bebida ruim. Ah, o Leo, carioca radicado em PoA, foi até lá nos encontrar. Curiosamente, achamos que ele estava menos careca do que na última vez que o vimos. Destaques também para a garçonete perfumada, para a surpresa do Edu ao saber que o Leo gosta de Bon Jovi e para as cartas misteriosamente grudadas no teto.
Continua em breve...
Estou escrevendo um post especial sobre o feriado. Com muitas fotos, inclusive... Espero terminar nesta quinta, ou no máximo sexta-feira.
Por isso aguardem e, por favor, não comentem ESTE post! Ele perecerá assim que eu terminar meu texto e links...
E mil vivas a PORTO ALEGRE!
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