CURITIBA - Parte II

CONTINUANDO...

Esqueci de dizer que o Curitiba Rock Festival era para ter sido realizado na Pedreira Paulo Leminski (para 8.000 pessoas), mas os ingressos não foram todos vendidos. Por isso foi transferido para o Curitiba Master Hall, local com capacidade para 3.400 pessoas e - mais importante - FECHADO. Minha gripe agradeceu profundamente - principalmente no domingo, dia em que choveu pra valer.

Com isso, o show do sábado ficou superlotado. A programação fornecida foi seguida à risca... O penúltimo show, aliás, terminou ANTES do que estava marcado, e nele já começamos a tomar posição para o show principal. Isso aumentou a espera para o Weezer e eu, cansado e doente, logo percebi que não curtiria o show como poderia.

A massa de gente era muito grande, e meu irmão começou a se estressar com quem queria invadir o espaço de quem tinha chegado antes. Até ameaçou dar umas cotoveladas em quem quisesse passar... Mas estava na cara que não ficaríamos naquele lugar... E quando a banda entrou e cantou o primeiro "A", todos que estavam atrás nos empurraram para o meio. Tomei muita porrada. Mas acabei vendo o show de um lugar beeeem melhor do que aquele.

Incrível é como tem gente fanática pelo Weezer... pessoas chorando, agradecendo a Deus, a própria Cris depois estava em estado de graça... Fiquei pensando como eu me comportaria em um show dos Ramones (chuif). Mas foi mesmo um ótimo show, principalmente porque eles cantaram muitas músicas dos primeiros discos (os que eu conhecia) e o som estava muito bom. Valeu a pena.

FURACÕES NÃO DERRUBAM FIGUEIRAS

No domingo acordei, fui tomar café e esperei os demais acordarem. Por volta da uma, a Fabi veio nos buscar para o almoço. Fomos a um local chamado Picanha Brava. Agradável - embora a picanha que pedi fosse minúscula. Um CD de um cara cantando Beatles rodou 50 vezes. Saímos, passamos no shopping para que os gordos comesses doces e despedimo-nos da Cris no ponto de ônibus para que ela fosse ao aeroporto. Depois fui deixado na Arena da Baixada, o estádio do Atlético-PR.

Chovia muito e começava a fazer muito frio. Na Arena há um bar (o "Pra Já") que monta um telão para que os torcedores acompanhem os jogos do Atlético-PR fora de casa. Encontrei a Val, conheci duas amigas dela e assisti a Furacão x Figueirense, em Florianópolis. Placar final: 2x0 pro Figueira.

SHARIN FOO

Após o jogo, a chuva apertou e a Val me deu uma carona até o hotel. Fizemos um pouco de hora para ir ao show, pois só nos interessava o Raveonettes, que deveria começar às 20h30. Desistimos de pegar um ônibus naquela chuva ao descobrir que de táxi só gastaríamos uns 20 reais (achávamos que daria uns 60...). Um tiozinho figura nos levou para lá e ainda nos deu várias dicas sobre como pegar um rádio-táxi mais tarde na saída.

Entramos no Master Hall e descobrimos que o show estava atrasado em duas horas. Menos mal que uma banda havia desistido de se apresentar. Tantamos ficar na praça de alimentação, mas estava frio demais. Entramos e fomos avançando, avançando, avançando... até chegarmos na cara do palco! Incrível! Depois li que, em vez das 3.400 pessoas do dia anterior, havia por volta de 2.200 no domingo. Culpa da fama menor das bandas desse dia e do fato de muita gente de fora ter ido embora de Curitiba no domingo.

Vimos Patife Band e Ultramen. Médio pra fraco, pro nosso gosto. Até que finalmente entrou a banda que eu mais esperava: os Raveonettes, com seus dois integrantes e mais três músicos de apoio. O show foi SENSACIONAL. Eles devem ter tocado umas oito músicas que eu gosto na seqüência, o que logo me fez pensar em "rerranquear" (sic) os melhores shows que já vi na minha vida. Mistura de anos 80 (principalmente o visual) com anos 50/60 (a influência de muitas músicas). O som estava ótimo. As canções mesclavam melodias meio doces com barulheira de fundo. Os integrantes, todos de preto, eram muito figuras: só o baixista era mais normal. O guitarrista era meio surtado, o baterista era um careca meio bicha que tocava engraçado, o vocalista canta legal e a vocalista Sharin Foo era... simplesmente ela, a vocalista Sharin Foo. Esse show valeu a viagem.

Ao final, consegui um lugar na grade de frente para o palco. Após longo intervalo, entra o Mercury Rev, banda que eu desconhecia. Ficamos tão perto que dava pra ver a pança e a cueca azul do vocalista quando ele levantava os braços. Dispensável. Achei as músicas muito longas e chatinhas... Lamentei quando vi que Murilo, Letícia e Marco ficaram meio longe de mim e que não tinha como eu avisar que ia dar uma volta... Agüentei umas cinco músicas e, quando olhei, eles não estavam mais lá. Me enchi de esperança e dei meu lugar para uma das meninas alucinadas que estavam a meu lado. Elas certamente mereciam estar naquela posição muito mais do que eu... Encontrei o Murilo no caminho e descobri que não era eu o chato do momento. Ligamos para o rádio-táxi e fomos embora.

BYE BYE...

No dia seguinte acordamos às seis, pagamos e fomos embora para o aeroporto. Dessa vez os dois aviões (o meu saiu meia hora antes do deles) saíram na hora. E foi isso...

Se eu lembrar de mais alguma coisa eu coloco aqui. 

 

CURITIBA - Parte I

Viajei a Curitiba no final de semana de 24 e 25 de setembro de 2005. Pretexto: assistir ao Curitiba Rock Festival, evento regado a rock alternativo, tendo como carro-chefe as bandas internacionais Weezer, Raveonettes e Mercury Rev. Já adianto que ainda sinto certa, digamos, empolgação por ter sido um excelente passeio. Ah, as primeiras fotos estão aqui. Em breve alguns clipezinhos das principais bandas. Let´s go:

GRANDE DICA!

Sexta, dia 23, saí do trabalho por volta de 17h30. Seguindo indicação do meu amigo Renato Chan, fui de carro e parei em um estacionamento em Guarulhos. Dica sensacional! Se eu fosse no ônibus que faz República-Cumbica, gastaria uns 46 reais (ida e volta) e ainda teria que pegar metrô carregando bagagem... muito chato. Se eu fosse de táxi, gastaria uns 80 paus só na ida (!!!... corrida intermunicipal tem acréscimo de 50% em seu valor). Mas segui a dica do Chan e parei nesse estacionamento. Paguei 50 reais pelos três dias e - melhor ainda - eles têm uma van para levar o passageiro ao aeroporto (uns 10 min de passeio)!! Altamente recomendado.

VONTADE DE DESISTIR

Meu vôo estava marcado para as 20h30. Cheguei no aeroporto pouco antes das 19h e peguei uma loooonga fila no check-in da Gol. Comi um muffin e tomei um café para sobreviver até Curitiba, onde deveria sair com o pessoal que conheço lá (Val, Lu, Edi).

Já na sala de embarque, o tempo passava sem nenhuma indicação de que meu vôo seria chamado em breve. Às 20h20, o primeiro golpe: "Passageiros do vôo 1797, informamos que seu embarque está previsto para as VINTE E TRÊS HORAS"... !!! Liguei pra casa e para a Val (avisando que nossa saída curitibana tinha ido pro saco).

Fui dar uma volta e a única coisa que tinha para ver era uma livraria. Após folhear "A Tapas e Pontapés", do Diogo Mainardi, achei interessante e o comprei. Acabei lendo inteirinho até a segunda-feira. Outro livro que levei foi o sensacional "São Paulo - Dentre os Grandes, És o Primeiro". Em outro post falo mais sobre esses livros.

Quando eram umas 22h20, mais um golpe: "Informamos aos passageiros do vôo 1797 que, devido às más condições meteorológicas, seu avião continua em BRASÍLIA. Horário previsto de embarque: UMA HORA DA MANHÃ"... Nós, passageiros revoltados, ao menos ganhamos uma compensação à altura de tamanho sofrimento: um misto quente e uma bebida (no meu caso, claro, água). Eu, que estava cansado e GRIPADO, estava achando "ótimo"... comecei a pensar se a viagem valia mesmo toda aquela encheção.

Cheguei duas e pouco no aeroporto, peguei um táxi caindo de sono e fui para o hotel, onde ainda consegui comer um salvador filé à parmegiana (!).

TOUR POR CURITIBA

Desci para tomar café da manhã e fiquei esperando Murilo, Letícia e Marco chegarem em Curitiba, enquanto assistia a Brasil 7x3 Colômbia (futsal). As pessoas começavam a chegar no hotel para o show, e era muito engraçado notar que só pela indumentária dava pra sacar quem estava lá pra isso ou não.

Eles chegaram, junto com a Cris, amiga deles, a quem fui apresentado. Eles logo saíram para almoçar no bairro de Santa Felicidade, enquanto eu esperava Val, Lu, Celso, Yara e Gui chegarem para irmos ao incrível Costelão do Gaúcho... Quando como comidas como aquela costela, penso que estou perdendo pelo menos uns três anos de vida (nada gordurosa...), mas estava SENSACIONAL. Custo: onze reais! De lá a Val me levou para um tour pela nublada Curitiba, onde conheci de longe, entre outras coisas,  o Parque Barigüi. Desci ainda na Arena da Baixada para tirar umas fotos na frente do estádio.

Mais tarde ela me devolveu ao hotel, onde encontrei os quatro lá de cima. A Fabi, amiga da Letícia, viria buscá-los e eu, intruso, consegui uma vaguinha no carro dela... Chegamos ao local do show e ficamos nas tendas de CDs, roupas e principalmente comidas aguardando as trocentas bandas que tocaram antes da atração principal do dia: o Weezer. A única dessas bandas que me atraiu um pouco foi o Biônica. Já as outras...

CONTINUA....

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