O destaque da semana foi minha ida a dois jogos da Libertadores em dois dias seguidos... Aqui, porém, abordarei somente aspectos não futebolísticos de tais experiências. É que na quarta presenciei SP 3x0 O Mais Forte, e na quinta vivi uma experiência sócio-antropológica inesquecível: Santo André 6x0 Deportivo Táchira (da Venezuela) no estádio Bruno José Daniel.
- Finalmente voltaram a colocar moças voluntariosas para caminhar pelo gramado antes dos jogos e no intervalo, dando tchauzinhos e chutando bolas para a torcida. Fotos em breve.
- Quem quiser aprender o hino do SP pode passar uma hora e meia no Morumbi antes dos jogos da Libertadores. Ouvi essa bela canção de amor umas oito vezes na quarta-feira.
- Sensacional: antes da partida os alto-falantes anunciaram: "E, COMO DE COSTUME, sempre anunciamos o último resultado do São Paulo no Campeonato Brasileiro..." HAHAHAHAHA! "Como de costume"?? JAMAIS ouvi resultado de jogo anterior lá antes. A vibração foi tão grande que nem foi possível ouvir direito "São Paulo... CINCO.... Corinthians, um".
- Pela primeira vez na vida jantei comida de porta de estádio! Foi em Santo André, um incrível sanduíche de calabreza com cebola que puxou conversa comigo durante váááárias horas...
- "Somente" 25 mil pessoas estavam no Morumbi na quarta. É até bastante, mas muito menos do que a média do clube no torneio. Foi muito tranqüilo ver esse jogo (inclusive estacionar e ir embora). Já não há aquela empolgação quase insana do ano passado. Pelo menos por enquanto. Já o jogo do Santo André tinha pouco mais de 1.500 pessoas, então foi mais sossegado ainda.
- Para terminar, o paradoxo do conhecimento: "Quanto mais você sabe, mais descobre o quanto não sabe." (essa frase não está aqui de graça)
A quem gosta de futebol e deseja ler sobre esse tema, indico a continuação deste tópico bem aí embaixo! Dedicado à Letícia e ao Luiz!
- Minhas pretensões de ir a todos os jogos do São Paulo na cidade dançaram. Assistir a clássicos pela televisão faz bem à saúde.
- The Strongest. O nome mais irônico do futebol mundial... Eu até ouvi no rádio alguns repórteres confabulando: se The Strongest e Bolívar (que perdeu de 6x0 do Santos) são líder e vice-líder do Campeonato Boliviano, que futebol estará jogando o lanterna de tal campeonato?
O jogo do SP foi horripilante até o primeiro gol tricolor. Um mundo de passes errados, a zaga aprontando como sempre, uma série interminável de lances bizonhos... Ninguém se salvava.
Até que o Edcarlos - justo o Edcarlos! - aproveitou uma cobrança de escanteio e marcou. O segundo, do Luizão, veio logo depois.
No segundo tempo o SP melhorou bastante, mas errou muito na conclusão das jogadas - o que gerou protestos de sua pentelha e impaciente torcida. O Strongest pouco chegava - e, quando isso acontecia (muitas vezes quatro bolivianos contra 2 ou 3 zagueiros), eu sempre tinha a certeza de que eles JAMAIS conseguiriam marcar um gol, tamanha a ruindade de seus atacantes.
Os melhores da partida: Cicinho, Josué, Mineiro e, vá lá, Fabão (foi bem, pra ser o Fabão). Muito mal: Danilo, que até lutou bastante, mas só lembro de UM passe que ele tenha acertado. Na média: Grafite misturou grandes lances com outros ridículos. Os outros também ficam aqui, mas sem destaque.
Palmas para Rogério Ceni - 600 JOGOS pelo SP - e Luizão - o maior artilheiro brasileiro da história da Libertadores.
- Sobre Santo André 6x0 Deportivo Táchira. O Ramalhão pressionou muito no 1° tempo, mas esteve muito desorganizado. Corria bastante, acreditando que vencer por 4 gols não era uma tarefa impossível... E marcou numa cabeçada do Sandro Gaúcho.
O 2° tempo, aliás, foi a festa da cabeça: foram 4 gols em 10 minutos, sendo 3 de cabeça! Rodrigão, Romerito, Leandrinho (num chutaço de fora da área) e novamente Rodrigão marcaram. Richarlyson completou o placar em cobrança esquisita de falta no final da partida.
Restou a torcida - em vão - pelo Cerro Porteño no Parque Antártica. Mas foi uma campanha muitíssimo digna do "verdadeiro azulão do ABC", como diz meu amigo Ricardo. Ah, se não fossem aquelas derrotas fora do Brasil em jogos perfeitamente "empatáveis"...
- Eu já disse várias vezes: por que acham que eu o odeio, se ele me dá tantas alegrias? No post passado eu disse que isto era a melhor coisa que havia acontecido neste ano; mas aí aconteceu isto, isto, isto, isto e isto. CINCO (sim, CINCO) linkzinhos e eu nem vou falar mais nada... Bom, mais CINCO links então: este, este, este, este e este.
- Sábado foi um dia agitado. Saí com Luiz, depois mais Zilda, mais Renata, mais Kátia e menos Zilda. Após o já clássico encontro na Fnac, um almoço no Colarinho, na Vila Madalena. O lugar fica ao lado do sensacional Jacaré e tem o mesmo estilo: mesas ao ar livre, local agradabilíssimo (ainda mais com aquele calor), atendentes atenciosas, pessoas passando nas calçadas, música ao vivo (MPB, mas aquela MPB mais digerível para uma hora de almoço... só estava meio alta, prejudicando um pouco a conversa). Os garçons não estavam "morrendo", apesar de um pouco confusos. Comida: picanha na pedra e arroz especial (com ovo, carne seca, bacon)... A carne vem acompanhada por cebola, farofa e vinagrete. Um espetáculo. VEREDITO: Eu voltaria nesse lugar tranqüilamente. Altamente recomendado.
- Saindo de lá fomos à FAAP, onde ocorre a exposição "A Herança dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de Moscou". São símbolos do poder da Dinastia dos Romanov, utilizados por mais de 300 anos nas cortes dos czares russos. Estão expostos trajes bordados em fios de ouro, prata e seda, ornamentos e jóias com muitas pedras preciosas e pérolas, vestimentas sacertodais, muitos objetos religiosos e armas do exército. A peça de maior destaque é o Ovo criado por Carl Faberge e oferecido pelo Czar Nicolau II à sua esposa Alexandra para celebrar a Páscoa de 1913. VEREDITO: frustrante... Muito inferior por exemplo à exposição de Napoleão e principalmente à Iluminar. Salas óbvias, muita gente circulando e disputando cada redoma para conseguir ler do que se tratam os objetos. A única sala diferente traz a maior das decepções: o ovo, que eu pensava ser de 750g, é na verdade um ovinho de codorna... Quando olhei para aquilo e imaginei minha cara de decepção, ouvi atrás de mim uma senhora falando: "Mas esse ovo é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!!". Olhei para a cara do Luiz e vi que ele olhava estranho para ela. Saímos da sala e ele comentou: "Esse povo aí... é só colocar qualquer coisa numa sala especial com uma redoma de vidro que eles vão achar maravilhoso..."
- Voltamos para a Vila Madalena para aguardar as supracitadas moças num lugar chamado Feira Moderna (isso?). É uma loja com um bucólico café nos fundos. Tem uns doces e outras comidas regionais. Não posso falar delas porque não provei. Saímos de lá e fomos para o Bristol (na Paulista) assistir ao filme Kinsey - Vamos Falar Sobre Sexo. Filme interessante (leia mais aqui, aqui e aqui). Zilda depois nos abandonou. Fomos então à Lanchonete da Cidade. Provei um prato chamado Sampa - um hambúrguer perdido em um prato de estrogonofe (sim, uma carne com o molho de estrogonofe, mais batata palha e arroz). Até que ficou bom o casamento "hambúrguer x molho de estrogonofe", mas o arroz (duro) e a batata (mole) estavam ruinzinhos. Mas eu voltaria lá para provar outros sanduíches mais tradicionais.
- Domingo foi Dia das Mães - e eu aproveito aqui para uma rápida homenagem a uma das minhas leitoras... Sim, minha mãe lê sempre meu blog!
Além disso, joguei bola de manhã e fiz boa partida - apesar de não ter feito gol desta vez. Mas quatro partidas consecutivas são um recorde...
- Da série "Pessoas que fazem a televisão mais feliz": Renata Cordeiro, do Terceiro Tempo da Record.
- É isso.
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