Famiglia Barutti dominará o mundo! (ou: "Eu tenho um primo famoso")

- Quem visita o meu site conhece a seção Famosos Que Vi. Pois é... Agora fui mais longe que isso: tenho um parente famoso! Mas o melhor é que eu estou descobrindo as origens da família Barutti.

Tudo começou porque uma moça chamada Mayara Barutti me adicionou no Orkut. Pela segunda vez desde que entrei nesse negócio, resolvi procurar por "Barutti". Na primeira vez não aparecia nenhum resultado, mas agora aparecem DOZE nomes! Enviei algumas mensagens e scraps e já conversei um nada com a Juliana e a Marina Barutti, um tiquinho com o Thiago Barutti, um bocadinho com a Marcia Barutti...

Mas o melhor mesmo foi a conversa com o Maestro OSMAR Barutti, que desde 1991 é o pianista do Sexteto (ex-Quinteto) Onze e Meia. Antes de conhecê-lo pela TV, eu, minha mãe e meus irmãos sempre desconfiávamos de que poderíamos ser os "últimos Baruttis" do Brasil (quiçá do mundo!). Descobrir que o Osmar do Jô era um Barutti nos fez pensar que ele poderia ser um parente distante...

Mas apenas agora, graças ao Orkut, perdi a vergonha e mandei uma mensagem para o Maestro. Ele prontamente respondeu, e o que ele escreveu nós juntamos a algumas outras informações:

- No ano passado, no Memorial do Imigrante (no Brás), descobrimos que a família BARUTTE (estava assim mesmo, com "E") chegou ao Porto de Santos no Vapor "Alacrita" em 15/01/1896 (livro 052, pág.172). Vieram: LUIGI, chefe da família, 40 anos; VITTORIA, esposa de Luigi, 31 anos; CESIRA, filha, 14 anos; ADOLFO, filho, 8 anos; TULIO, filho, 6 anos; GIROLAMO, filho, 5 anos; e ENRICA, filha, 2 anos.

- Além disso, em uma consulta feita em 2001 junto à Divisão de Nacionalidade e Naturalização do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, descobrimos que TULLIO BARUTTI, nascido em 15/11/1890, filho de LUIZ BARUTTI e VICTORIA BASSANI, foi naturalizado brasileiro em 14/3/1932.

- De acordo com o Maestro, próximo ao Largo São Rafael mora uma tia dele chamada Hebe. Ele também disse que soube recentemente que nossa família teve origem na Albânia, e que de lá foi para a Itália. Os avôs de Osmar chamavam-se Adolpho Barutti e Ernestina Barutti. Adolpho nasceu em Rovigo, ao Norte da Itália, cidade que eu pude conhecer em 1999! Na época eu fiz questão de conhecê-la ao saber que nossa família PODERIA ter vindo de lá... Agora eu tenho certeza!

Bom, resumo da história: já que Tulio (ou Tullio), avô da minha mãe, era irmão de Adolfo (ou Adolpho), o Maestro Osmar Barutti é meu primo de Xº grau! Legal!

Post Geriátrico

- Voltei.

- Segunda-feira saí da zona dos vinte. Não tenho mais idade pra ficar com esse negócio de blog, coisa de aborrescente. Mas ainda vou escrever este último post.

- Voltando à novela das oito que morreu: outro dia eu reclamei do penúltimo capítulo dessa birosca; é que eu ainda não havia visto o ÚLTIMO capítulo! Acampamento de sem-terra aparecendo do nada, uma soneca providencial de toda a família para que a Naza roubasse o bebê, todos de pijama mas aparecendo vestidos normalmente após descobrir o seqüestro, moça perguntando para um passante se ele tinha visto uma "mulher com vestido vermelho" (como ela sabe se eles estavam dormindo??), carro surgindo do nada no acampamento, perseguição ridícula. Pois é.

- Estou descobrindo origens da família Barutti. Falarei mais sobre isso em breve.

- E o caso Chico Buarque, vocês têm acompanhado? Outro dia na capa de um jornal havia comentários de grandes celebridades sobre esse assunto: Reginaldo Rossi, por exemplo, disse que "Chamar Chico Buarque de velho é uma idiotice. Hoje, com o Viagra, todos têm 17". Falcão (o cantor brega) acha que "Tomar chifre do Chico Buarque é como ganhar um Grammy". Já Wando diz que "Se eu fosse o marido dela, calava a boca para não pagar mico". Gênio!

- Da série "Pessoas ridículas da imprensa esportiva brasileira": Nelo Rodolfo, da Rádio Jovem Pan, e principalmente José Calil, da Transamérica e do programa do Avallone. O primeiro é chato e bobo; o segundo é lamentável, lamentável, lamentável.

- Hoje fui à academia após uns 10 dias de molho. Andei meia hora (4km) e fiz alguns aparelhos - pela primeira vez com a supervisão de um professor do local. Mesmo assim, acho que amanhã vai doer...

- Segunda-feira a SporTV 1 fez um troço bizarro: interrompeu no meio (no meio meeeesmo) a mesa redonda do Cléber Machado com o Magrão e o José Silvério para passar o mesmo jogo de tênis que a SporTV 2 estava transmitindo! Malditos!

- Meus times-satélite continuam indo bem em seus campeonatos: o Juventus bateu o Bragantino em casa por 2x1; o XV de Piracicava venceu o Votuporanga fora por 1x0. Pena que o Santo André tenha perdido para a MSI/Corinthians.

- Por falar em futebol, o São Paulo acabou de empatar em 2x2 com o Quilmes. Quebrou dois tabus (havia perdido todos os jogos pela Libertadores na Argentina e nunca havia marcado lá um gol sequer) e manteve sua invencibilidade em 2005. Tá valendo, mas se forçasse um pouquinho
poderia até ter vencido. Fez um primeiro tempo ruim e um segundo bem melhor. Rogério Ceni falhou no primeiro gol, mas fez pelo menos três defesas dificílimas. A defesa continua assustando...

- Olha só esta reportagem. O que interessa está na página 3!

- Mudei de idéia em relação ao segundo tópico.

São Paulo 1x0 Rio Branco

O São Paulo fez no último sábado sua pior partida neste ano. Mesmo com a vitória por 1x0 - conferida in loco por este que vos escreve -, seus torcedores passaram por uma emoção totalmente dispensável: o desespero. Pênalti perdido, arbitragem confusa, gol de goleiro, Rogério Ceni mancando nos últimos dez minutos...

Tudo bem, com cinco pontos de vantagem sobre o Santos, um empate com o Rio Branco em casa não seria catastrófico, mas... será que não seria o começo do fim? Afinal é o São Paulo, e só um título - qualquer um - vai tirar o pavor que o são-paulino tem daquela maldita cor de hepatite.

Está certo também que boa parte do que pude observar no primeiro tempo foi seriamente limitado pela visão da E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R Ana Paula de Oliveira, que corria bem na minha frente. Mesmo assim, posso afirmar que foi um festival de passes errados e que pouquíssimos lances de gol foram criados.

Em um jogo onde se enfrentavam o melhor ataque e uma das piores defesas do campeonato, o mínimo que se esperava era a pressão inicial do São Paulo para garantir o resultado sem sustos. No entanto, o time parecia começar muito mais tranqüilo do que deveria e, com a impaciência da torcida (que começou bem cedo), o nervosismo passou a tomar conta da equipe. Não houve meio-termo.

Alguns jogadores estiveram abaixo do que se espera (em especial Cicinho e Grafite). Outros foram alvo da ira dos torcedores: Júnior fez uma partida medonha e praticamente não acertou cruzamentos; Danilo, depois de ir bem contra o Universidad do Chile, voltou a jogar mal; Diego Tardelli voltou de contusão... não foi possível distinguir o que era receio de se machucar ou salto alto.

O mais "homenageado", no entanto, foi novamente o zagueiro Edcarlos. Ele, que tinha grandes atuações desde o Brasileiro do ano passado (o SP ainda não perdeu com ele em campo), fez uma partida medíocre! Não tão ridícula quanto a de quarta-feira passada, mas a torcida já está de olho.
Espero que o jogador não se queime por completo por uma série de más atuações.

Tardelli foi o primeiro a levar a impaciência da torcida a seu ápice, no último lance do primeiro tempo. Após pênalti sofrido por Grafite, cobrou muito bem e colocou a bola no ângulo direito do goleiro de Americana. O árbitro mandou voltar devido a uma invasão na área. Na segunda cobrança,
Tardelli mudou o canto, tentando o que ele chamou de "cavadinha"... e mandou por cima do gol. Pelo que o Leão disse na coletiva, Tardelli não deverá esquecer esse intervalo de jogo tão cedo.

A esperança do receoso torcedor do São Paulo era a volta dos vestiários e o efeito das broncas do Leão. Mas nada mudou, mesmo com a entrada de Marco Antônio (muito mal) e Vélber. O Rio Branco não assustava e, como o meio-campo do SP não criava nada, Rogério Ceni aventurou-se várias vezes até a intermediária para tentar arrumar um lançamento melhor.

Em um desses lançamentos, Danilo desviou de cabeça e deixou Vélber na cara do gol. Ele foi tocado, empurrado e caiu. O árbitro estava a quilômetros de distância e correu para a área com o cartão na mão; ninguém entendeu se ele daria cartão amarelo para o Vélber ou para o zagueiro do Rio Branco. Somente depois saberíamos que o pênalti foi apontado pela competente e S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L auxiliar Ana Paula.

Era a única chance de o SP marcar um gol, e a torcida gritou por Rogério. Ele foi caminhando rumo ao meio de campo e - como depois diria Leão - olhou para o técnico tricolor. "Posso?" "Já tá aí!..."

O chute saiu uma bomba, alto (mais um susto) e no ângulo esquerdo do goleiro. Vibração dos mais de 11 mil torcedores.

A dez minutos do final, em uma disputa de bola, Rogério se machucou. Passou o resto da partida mancando - certeza de mais sustos. Apesar do problema, tentava bater tiros de meta e faltas de forma errada e sem força. Os outros zagueiros nem se davam ao trabalho de se apresentar para
cumprir esse papel.

O Rio Branco foi ao ataque e viu a chance do empate. Um de seus atacantes deu um lindo drible em Renan e, quando Rogério caiu de um lado, ele rolou do outro... a bola saiu por pouco, triscando a trave.

Depois do jogo, o crítico Leão admitiu que o mais justo teria sido o empate e reclamou do pequeno elenco do São Paulo e da falta de pré-temporada - depois de Tardelli e Luizão, desta vez Josué foi quem saiu no meio do jogo com problemas musculares.

PRÓXIMO CAPÍTULO - Nesta quarta, tudo se volta para a Libertadores. O Quilmes, embora seja um time desconhecido da maior parte dos brasileiros que acompanham futebol (ou até por isso), pode ser perigoso. Só o fato de ser argentino pode preocupar os mais supersticiosos: em sete
jogos na Argentina pela Libertadores, o SP perdeu TODOS e jamais marcou um gol. Que o São Paulo volte a mostrar a força dos jogos anteriores e esqueça o sufoco contra o Rio Branco!

FICHA DO JOGO

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Lugano, Fabão e Edcarlos (Marco Antonio); Cicinho, Josué (Renan), Mineiro, Danilo e Júnior; Grafite e Diego Tardelli (Vélber). Técnico: Emerson Leão

RIO BRANCO
Magrão; Carabina, Maxsandro, Baggio e Marcos Paulo; Jorginho (Dino), Felipe, Chicão e Fabiano Gadelha; Gil Bala (Cristiano) e Paulinho Macaíba (Lê). Técnico: Zé Teodoro

Local: Morumbi (SP)
Gols: Rogério Ceni (28min, 2° tempo)
Árbitro: Marcelo Krochmalnik
Auxiliares: Ana Paula da Silva de Oliveira e Rafael Ferreira da Silva
Cartões amarelos: Fabão, Renan e Lugano (SP); Baggio, Felipe e Gil Bala (Rio Branco).

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