Pra este blog não ficar só nesse assunto, eu prometo que amanhã eu publico algumas historinhas bizarras (como a do pedágio da Liberdade, que eu já prometi outro dia). Inté...
Respondendo à tréplica da Patuca em seu blog:
INTRO) Dizer que nosso namoro é "altamente virtual" significa apenas que a Internet sempre teve imensa influência sobre tudo que acontece conosco: foi a forma como nos conhecemos, como tivemos contato por muito tempo, de onde saíram muitos de nossos melhores amigos. Eu estava apenas justificando essa lavagem de roupa suja pública e virtual, então não deturpe as coisas. Quanto a pensar que "quase ninguém lê": vai nessa... há centenas de exemplos de como é que essas coisas funcionam. E não, o Leandro não me disse nada... nem comentar o assunto ele quis!
R1) Eu repito, te disse outro dia e você concordou (veja só, você tem opiniões diferentes no mundo real e na internet!): NINGUÉM, em sã consciência, deixaria o hospital depois de uma semana e sairia direto para uma cantina italiana. E se ela "tinha condições suficientes para sair e ir aonde ela quisesse", o problema de saúde não foi aquele que você disse para meu irmão ao telefone.
R3) Se eu tinha que tomar uma postura, eu tomei: de cara falei que iríamos ao almoço. Mesmo assim, ser “cobrado” por uma decisão de ir a um almoço ou a uma festinha como se fosse um crime eu ter me esquecido é um pouco demais e me irritou naquela hora. E se pra você não ficou clara minha primeira decisão, é porque já me ligou disposta a criar caso.
R4) Se você não consegue dizer para uma criança de quatro anos o que ela pode ou não pode fazer, você será uma péssima mãe. Diz que não vai mais ter a festa e pronto, acabou, ou fala que a festa vai ser adiada... Não precisava dramatizar sobre isso naquele telefonema, ainda mais pelas circunstâncias.
"Não mude o que você falou, Maurício, meu irmão tava do meu lado e ele tá de prova." Essa é boa! A gente estava no viva voz?? Quanto a horário e local do jogo, você sabe muito bem que eu tenho o fantástico pay per view do Campeonato Paulista (aliás recomendo a todos... bom, bonito e barato!) e que 16 horas é o horário oficial do futebol no domingo. Mesmo assim, se você tivesse me perguntado em vez de desligar na minha cara não teria dúvidas sobre isso!
R5) "Quando a gente AMA alguém (...) faz tudo pra agradar a pessoa, até tomar injeção na testa, mudar de cidade, assistir jogo, pegar ônibus, metrô e lotação pra ver a pessoa etc, etc.. e agüentar muita coisa." Embora eu discorde de boa parte disso (fazer TUDO para agradar a pessoa? Bom saber...), conforme eu já te disse zilhões de vezes - e você concordou - é preciso muita paciência para namorar você. Então não subestime tudo o que eu já precisei agüentar em todo esse tempo.
R6) Não citei especificamente “supermercado” em nenhum momento.
R7) Se pra você "restaurante legal" é restaurante chique e caro, só tenho a lamentar. E romantismo é coisa de viado!
R8) Que comentário ridículo! Você me ligou para saber se meus pais iriam ao almoço, nós desligamos quando você me viu chegando e eu te vi na porta do restaurante. Eu desci do carro, olhei pra tua cara, passei MUITO perto de propósito, você fingiu que estava olhando para o horizonte e aí eu passei reto! Agora você está avacalhando!
R9) Eu estou mesmo muito estressado pois não tenho tempo para fazer o que eu PRECISO. O trabalho está apertando, e o problema nem é só quantidade: serei exigido por coisas que hoje eu NÃO SEI fazer e preciso aprender. Fora isso, tenho quatro sites para administrar (não estou conseguindo fazer isso com nenhum!), sou até cobrado por isso, e com razão... fora outras coisas que eu gosto, quero fazer e não tenho tempo.
R10) Você está apelando para o sentimentalismo para poder ter razão em algo que não tem. E não tem por um simples motivo: seu pai ficou doente há cerca de cinco meses; sua mãe então nem conta, ela ficou só uma semana no hospital (e ainda saiu direto para uma cantina). Mas e os CINCO ANOS anteriores? Você morou sozinha mas nunca deixou de ser extremamente dependente de seus pais – muito mais do que eu, já que meus pais não determinam o que eu devo ou não fazer. Se você fez “uma escolha”, está “dando a vida para empresa do meu pai”, então siga essa escolha e não reclame.
Quando eu trabalhava com meu pai eu tinha o mesmo desespero que você, por fazer algo que eu não gostava realmente. Não sabia que caminho seguir. Um dia as coisas mudaram e hoje estão como estão. Ou seja, você pode sim mudar sua escolha... Eu tentei te ajudar de muitas formas nesse tempo todo – até te levando para entregar currículos pessoalmente, coisa que você fez de forma errada e sem a boa vontade que eu esperava na época. Isso tudo faz parte da paciência que eu tive que ter nesse tempo todo, e eu te garanto que também não é fácil. Se você acha que está perdendo tempo e não tem futuro, faça alguma coisa para mudar em vez de ficar reclamando. As coisas precisam de iniciativa e luta para serem conseguidas. Você já parou de se dedicar a passar em um concurso porque não gosta de estudar, parou de mandar currículos de forma produtiva porque acha que ninguém vai querer quem “não tem experiência”. Para conseguir algo é preciso passar antes por muitos dissabores (estudar e/ou levar vários “nãos” antes de chegar lá).
Antes de seu pai ficar doente, você estava começando a fazer algo em que eu sempre insisti: uns cursos na sua área para se atualizar. Na hora em que a coisa estava andando – e eu até me animando – aconteceu o que aconteceu. Então você voltou para Pira, e até aí tudo bem. Só que seu pai praticamente se curou e você continua lá. Um dia seu pai irá faltar, assim como sua mãe, meus pais, eu, você ou quem estiver lendo este troço. E você continuará na mesma situação? Seu pai vai durar até os 100, e daqui a 32 anos você vai continuar choramingando por sua situação?? Haja paciência então...
Quanto a me tratar do meu estresse, é só eu sossegar e fazer o que eu preciso que tudo passa.
Algumas pessoas leram no blog da Patuca o post "11 HOMENS SEM SEGREDOS" (23/fev), que diz que eu estou em falta com ela por algumas atitudes que eu supostamente tive no último final de semana.
Como nosso namoro sempre foi altamente virtual (desde o início, pois nós no conhecemos em um bate-papo do UOL) e eu vi o que ela escreveu meio sem querer (ela não avisou que fez um protesto formal e público sobre o assunto), cabem esclarecimentos públicos também... Até porque essas coisas sempre têm bastante audiência e eu acabo sendo cobrado injustamente, como num episódio passado no qual eu não teria deixado ela vir para SP assistir SP x São Caetano.
1) Ela disse que eu esqueci que tínhamos a festa da Celina (5 anos) ao meio-dia e marquei um almoço com a mãe dela à uma da tarde. Duas coisas: a) Era uma surpresa relativa, pois a Patuca ouviu a mãe, na noite anterior, me falando sobre esse almoço. Patu não sabia que era pelo aniversário, mas sabia que a gente iria almoçar fora; logo, também esqueceu do aniversário da Celina naquele momento. b) Eu não tinha certeza de que a mãe da Patuca teria alta em tempo de fazer esse almoço (ninguém tinha). E, sinceramente, também não levei muito a sério que uma pessoa internada por uma semana saísse do hospital diretamente para uma cantina italiana...
2) Até aí tudo bem, mas daí pra frente começa uma série de exageros, mal entendidos e erros de interpretação.
3) A Patuca me ligou domingo de manhã mesmo para me cobrar uma postura - o que já começou a me irritar. Cobrar postura? Eu ainda assim respondi da forma mais simples possível: então vamos ao almoço da sua mãe e depois eu entrego o presente para a mãe da Celina. Ou seja, ela me ligou para eu decidir, e eu decidi. Pronto.
4) Porém, não satisfeita, ela ainda insistiu dizendo que já havia combinado com o sobrinho que iria à festinha. Ora, o sobrinho dela tem quatro anos! Aí eu falei algo como: "Olha, faça o que vc quiser, pois só o que me importa é que o São Paulo vai jogar hoje com o Palmeiras"... Isso
significa claramente: "A gente vai onde vc quiser, desde que às quatro eu esteja em casa para ver SP x Palmeiras". Eu não disse "NADA DISSO ME IMPORTA, NEM O ALMOÇO COM A SUA MÃE E NEM A FESTA DE ANIVERSÁRIO" ou algo assim. Poderia até ter essa interpretação, mas não foi o que eu quis dizer. Ela imediatamente se despediu e desligou, e não houve maiores explicações... então ficou desse jeito, lamentavelmente.
5) "... esse fanatismo por futebol da parte dele me sufoca." Há sempre algo que "sufoca" o outro. E os dias "pela metade" que se perdem por ficar a mulher duas horas se arrumando, ou enrolando para sair? Entre muitas outras coisas que não cabe ficar aqui falando. E ela poderia ser mais sincera e não ficar fingindo que gosta de futebol... como já fez, para minha efêmera alegria ou, pelo contrário, em alguns momentos de matar (o caso da TPM).
6) "despedidas de solteiro, Hooters, Sheilas, filmes com gostosas etc, caronas"... Eu concordo que, como namorada, ela até que me deixa fazer muita coisa para as quais outras mulheres certamente torceriam o nariz (embora nenhuma dessas coisas tenha nada de mais). Mas isso é a contrapartida por um mundo de coisas que eu também não gosto de fazer e faço com "cara de quem está gostando", fora a imensa paciência que eu já precisei ter em zilhões de momentos durante estes cinco anos - e da qual ela sabe muito bem, já que já conversamos sobre isso.
7) Não sei qual foi a piadinha sobre o restaurante "chique" que a magoou (até imagino, mas é que não posso perder a piada). E não entra na minha cabeça gastar em um bife de tamanho e qualidade médios o que eu gasto para almoçar por três dias. A não ser que o local seja extremamente
excepcional - o que nem é o caso.
8) Não acabei indo ao almoço com a família dela "pois a minha mãe ligou pra ele e pediu pra ele ir", mas sim porque eu já tinha dito que era lá que eu iria! Mesmo assim, como adiantaram o horário, fomos lá e na festinha também. Bom que o João Vítor tenha gostado.
9) De resto, ainda acho muito simplista colocar a culpa de tudo que caminha errado no futebol. Não pedi mesmo desculpas, não acho que estivesse errado e parte do meu mau humor dos últimos tempos é por não ter tempo de fazer tudo o que quero e preciso, e por às vezes ter que abrir mão das coisas que eu realmente gosto - como ver um SP x Palmeiras na TV (do qual no final das contas só vi o segundo tempo).
10) Por fim, ela vive "a minha vida para a vontade dos meus pais, trabalhando pra eles, sem ter futuro" porque quer, como eu já cansei de dizer.
Acho que é isso!
- Tô chato. Ando com um pouco de dor de cabeça. Ando meio irritado e de mau huhmor. Tô meio com vontade de fazer nada. Ou melhor: quero escrever, mas não quero pensar. Será que é a crise dos trinta?
- Peguei minha agenda de 2004 e vi, no final dela, que prometi algumas coisas para mim em 2005: mais compromissos sociais, mais saúde, mais pessoas em minha vida, mais futebol e academia, uma alimentação melhor, dormir melhor, mais conhecimento, mais organização, mais alegria própria, mais saber dos outros mas sem querer agradar a todos, menos tranqueira no meu quarto, jogar tudo fora de uma vez.
Acho que de compromissos sociais até que está razoável, mas ainda longe do ideal; pessoas na minha vida eu conheci algumas poucas. Saúde, depende de um "checkup" que eu quero fazer para saber quantos cânceres e veias entupidas são conseqüência de 30 anos de mau uso. Futebol eu consegui jogar duas vezes em 2005, mas ainda é muito pouco; academia eu ainda não tive força suficiente para começar... mas faz falta, faz muita falta. Quanto à alimentação eu acabei voltando ao meu normal, após ter melhorado um pouco no início do ano passado. Dormir eu tenho conseguido um pouco mais. Conhecimento... até que tenho lido um bocado, mas ainda não consegui me organizar para estudar tudo o que eu quero. Enfim, ainda falta muito para eu ficar satisfeito.
- A Copa me parece um sonho cada vez mais distante. Não consigo fazer as contas definitivas até o final porque o desânimo bate logo.
- Amanhã eu vou escrever sobre a história do pedágio na Liberdade. Também queria contar sobre a minha viagem para a Argentina, mas preciso organizar as fotos. Até mais.
- Este foi um final de semana agitado. Para quem não sabe, a mãe da Patrícia teve um princípio de pneumonia e passou a semana internada em São Paulo. Mas felizmente hoje de manhã ela saiu do hospital e houve comemoração (também para o aniversário da Patuca, que foi dia 16). Fui convidado a almoçar no lendário Famiglia Mancini. Se eu não fosse desta vez, talvez jamais eu conheceria esse restaurante algum dia, já que a história de suas filas quilométricas sempre me desestimulou. Mas é um lugar aconchegante. Comi um raviolão de carne ao forno que estava muito bom.
- Mas legais mesmo foram as saídas do sábado. Após almoçarmos no Spoleto do Shopping Paulista, eu, Patu e Ricardo (irmão dela) encontramos Luiz Fernando, Guacymar e a Kátia (que eu não conhecia) no Top Cine e assistimos a "Sobre Café e Cigarros" (leia também aqui), um apanhado de curtas sobre o tema do título. Filme médio, irregular, com alguns momentos legais principalmente do meio para o final e algumas histórias muito nada a ver principalmente do início até o meio. Pelo menos não é um filme esquecível.
- Graças a ele, após passarmos pela Fnac e encontrarmos por acaso Mariana (sobrinha do Guacymar), fomos ao Santo Grão. Lá é possível fazer uma degustação de cafés (quatro tipos) por sete reais (faça as contas... tá no preço). É quase um rodízio, na verdade. São quatro tipos de "cafés brasileiros", provados um a um: Santo Grão (bom), Mogiana (o meu preferido), Sul de Minas (ruim) e Tradicional (o pior...).
- Elétricos pelo excesso de cafeína, rimos muito até as 23 e partimos para o Speranza, onde jantava a simpaticíssima família do Nizomar (acho que é assim que se escreve), namorado da Mariana. Depois levamos LF e Guá para seus lares.
- Na sexta também conhecemos outra cantina: o tradicionalíssimo "C... Que Sabe!", no Bixiga. Comi uma lazanha ao molho ragú (molho de tomate picado com pedacinhos de filé mignon). A comida é boa e não é cara, mas o legal de lá é a animação: desde a entrada e por todo o corredor até o salão com música italiana, várias pessoas nos cumprimentam com um "Buona Sera". Cantores passam pela mesa tocando violão e mostrando antigas canções italianas, por vezes interpretadas em coro por todos os clientes. O dono também passa pelas mesas e pergunta como está a comida... e a presença do dono é sempre essencial para o sucesso de muitos restaurantes.
- Acabou o horário de verão. Minha vida profissional diminui de ritmo, pois eu trabalhei vários dias da semana passada até as 20 horas (aliás, eu trabalhei até sábado até as 14...). Não é muito legal fazer isso com o dia já escuro.
- Comprei o carnê tricolor da Libertadores: por 50 reais, o cartão dá direito aos três jogos da primeira fase. Hoje, aliás, o SP manteve seus oito anos - oito jogos e sete vitórias - em Paulistas contra o Palmeiras. Até o Luizão fez gol, e eu espero que seja o primeiro de muitos (embora não confie tanto nele). Destaque absoluto para mais um golaço de Rogério Ceni. Até esse gol, o segundo tempo estava medonho. Mas Santos e Corinthians empataram fora de casa, então está mais do que ótimo.
- O XV de Piracicaba venceu a Ferrroviária em Araraquara por 4x1. Excelente resultado, e o time é vice-líder do grupo 1 com 8 pontos (um atrás do XV de Jaú). O Juventus empatou na sexta com o Noroeste em Bauru por 0x0. Bom resultado. O time é vice-líder do Grupo 2 e permanece invicto em cinco jogos. O Santo André perdeu em casa bizonhamente de virada para o União São João (3x2). Permanece em quarto, mas se tivesse vencido teria ultrapassado o poderoso Santos. A próxima rodada da Primeira Divisão é na quinta-feira.
- É isso.
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